Atividades experimentais no ensino de ciências: argumentos e compreensões de três professoras da educação básica
Resumo
O conhecimento sobre os diferentes tipos de atividades experimentais e suas implicações para o ensino de ciências contribui para um processo educacional mais significativo e equitativo. Diante disso, destaca-se a urgência de ensinar e aprender ciências para uma compreensão mais profunda do mundo. Este artigo tem como objetivo identificar os argumentos e as compreensões de três professoras de ciências sobre atividades experimentais no planejamento de suas aulas. Para tanto, elas responderam a um questionário aberto, e suas respostas foram analisadas com base nas categorias motivacional, funcional, instrucional e epistemológica, conforme proposto por Laburú (2005), e nas relações com o Eu, com o Outro e com o Mundo, segundo Charlot (2000). Os resultados mostraram que elas consideram que as atividades experimentais motivam os alunos, apesar das dificuldades devido aos currículos tradicionais, à falta de infraestrutura nas escolas e à redução da carga horária, o que prejudica sua implementação; também valorizam a contextualização das aulas e buscam aprimorar suas práticas por meio da formação continuada, o que revela que, apesar das dificuldades, as professoras são motivadas pela ideia de que a educação pode transformar realidades e procuram aproximar a ciência de seus estudantes.
Palavras-chave
Ensino de ciências; atividades experimentais; concepções docentes.