Percepção dos acadêmicos de saúde na identificação e enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes

Jennifer Daniela Tobias dos Santos, Adriana Furtado Macedo

Resumo


Objetivo: analisar o conhecimento de estudantes do curso de odontologia frente a identificação de sinais de violência e maus-tratos contra crianças e adolescentes, para que se possa combater mediante denúncias. Métodos: a pesquisa envolveu a participação de 100 estudantes, aos quais foi aplicado um questionário abordando a capacitação sobre a identificação de maus-tratos infantis, responsabilidade do profissional em notificar suspeitas de agressões, local adequado para notificações, tipos de lesões orofaciais como indicativos e o conhecimento sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o ISPCAN. Resultados: A pesquisa constatou que 78% dos 100 alunos analisados atendem crianças e adolescentes. Foi observado que, no que diz respeito à capacitação em maus-tratos infantis, 73% dos alunos confirmaram ter recebido treinamento sobre o assunto, enquanto 19% relataram não possuir essa formação em seu currículo. Assim sendo, cerca de 70% dos participantes se sentem aptos a identificar potenciais situações de maus-tratos. Contudo, quando questionados sobre o local de referência para notificação desses casos, 57% informaram ser o conselho tutelar. Quanto às implicações legais para dentistas que não notificam suspeitas de abuso infantil, 94% graduandos demonstraram estar cientes de suas responsabilidades. É importante enfatizar que todas as alternativas apresentadas estavam corretas e que as penalidades pelo descumprimento desta obrigação legal variam conforme a gravidade da omissão, podendo incluir desde multas até pena de prisão. Conclusão: É imperativo, portanto, que durante a formação acadêmica seja dada uma atenção especial à ampliação e ao aprofundamento da capacitação relacionada à proteção e ao bem-estar do público infantojuvenil.

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ISSN - 2525-5827